CORDELTECA ARIEVALDO VIANA 2024 FOTO GABRIEL SOUSA 29 9 1.jpg Easy Resize.com

Bibliotecária da Bece apresenta o trabalho de indexação da Cordelteca Arievaldo Viana no XVI SERTINF

Na última quinta-feira, dia 18 de junho, a bibliotecária da Biblioteca Pública Estadual do Ceará (BECE), Regina Célia, participou como palestrante no XVI Seminário de Representação Temática da Informação (SERTINF). O evento acadêmico é organizado por alunos do quarto semestre do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Ceará (UFC) e aconteceu no Auditório Rachel de Queiroz, no campus da universidade.

Com o tema focado na “Representação Indexical de Cordel“, Regina Célia compartilhou a experiência técnica e pioneira desenvolvida na Bece. Responsável por capitanear a criação e estruturação da Cordelteca Arievaldo Viana da instituição, a bibliotecária abordou os desafios e as metodologias aplicadas na catalogação e na escolha de assuntos desse patrimônio cultural.

A iniciativa da Bece se destaca no cenário estadual: ao lado da Universidade de Fortaleza (Unifor), a instituição é uma das únicas a possuir um acervo de cordéis totalmente organizado e alinhado aos parâmetros técnicos e científicos da Biblioteconomia.

Durante sua apresentação, Regina demonstrou o papel social e técnico do bibliotecário na preservação da memória e como o tratamento adequado da informação pode dar uma nova vida a materiais simples, mas ricos em cultura. O seminário é tradicionalmente conhecido por convidar profissionais da área para debater assuntos práticos e representativos, conectando os acadêmicos à vivência prática.

Doação para a Cordelteca Arievaldo Viana

Presente no evento, o cordelista e Mestre da Cultura Tradicional Popular do Estado do Ceará, Pádua de Queiroz, realizou a doação de 27 cordéis de sua autoria para o acervo da Cordelteca Arievaldo Viana. Reconhecido por sua atuação no Maciço de Baturité, utiliza a poesia como instrumento de entretenimento, informação e preservação da memória histórica. Em seus versos, aborda temas diversos, que vão da construção das ferrovias às reflexões sobre a fé e as vivências do cotidiano.

Leia também